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domingo, 30 de agosto de 2026

Filme: Imperfeitamente Perfeita (2025)

 


Imperfeitamente Perfeita (título original: Ella McCay), dirigido pelo vencedor do Oscar James L. Brooks, marca o retorno do cineasta à direção com uma obra ambiciosa, mas de recepção dividida. O longa equilibra sátira política, dramas familiares intensos e o peso psicológico enfrentado por mulheres em posições de liderança.

A trama se passa em 2008 e acompanha Ella McCay (Emma Mackey), uma jovem idealista e brilhante que assume inesperadamente o cargo de governadora após o titular aceitar um posto no governo Obama. Além de navegar pelas pressões de um ambiente político hostil e predominantemente masculino, Ella precisa lidar com seus próprios traumas. Isso inclui a complexa relação com o pai (Woody Harrelson), que tenta reatar laços após anos de distanciamento e infidelidade, os conflitos com o marido e o suporte ao irmão agorafóbico.

Análise 

Crítica 

Pontos Fortes

Sensibilidade Humana: O filme brilha ao retratar com empatia o esgotamento emocional de mulheres no poder. Mostra como o sucesso profissional frequentemente colide com cobranças pessoais desproporcionais.

Elenco de Peso: As atuações de Emma Mackey, Jamie Lee Curtis, Woody Harrelson e Ayo Edebiri trazem carisma e profundidade aos diálogos rápidos típicos de Brooks.

Nostalgia Confortante: A escolha do ano de 2008 como pano de fundo evoca um otimismo político clássico. Funciona como um contraponto reconfortante ao individualismo e à polarização da atualidade.

Pontos Fracos 

Excesso de Tramas (Inflação Narrativa): O roteiro tenta abraçar muitos temas simultaneamente. O filme foca em política, dilemas conjugais, traumas de infância e dinâmicas familiares ao mesmo tempo, gerando dispersão.

Didatismo Excessivo: Em vários momentos, o longa peca por ser literal demais. Um exemplo é a cena inicial em que a protagonista lê o significado da palavra "trauma" diretamente de um dicionário.

Ritmo Desorganizado: A montagem e a introdução de subtramas deixam a narrativa confusa e truncada em sua primeira metade.

Veredito

Imperfeitamente Perfeita faz jus ao título nacional. É um filme imperfeito em sua estrutura, muitas vezes sobrecarregado e sem a concisão exigida pelo cinema contemporâneo. No entanto, é perfeito em suas intenções. Para o espectador que aceitar o ritmo menos limpo e mais expansivo de James L. Brooks, a obra se revela uma crônica afetuosa, agridoce e muito necessária sobre a resiliência humana.

* * * *




Eu gostei do filme, apesar realmente de abordar muitos temas ao mesmo tempo. Minha nota: 7 de 10

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Filme: Ardente Vingança (2026)

 


Ardente Vingança (Is God Is), dirigido por Aleshea Harris, é um thriller brutal que subverte o gênero de justiça com as próprias mãos ao focar no trauma geracional e na violência de gênero dentro da comunidade negra. Lançado em 2026, o longa adapta a premiada peça teatral da própria diretora e está disponível no Prime Video.

A narrativa acompanha as irmãs gêmeas Racine (Kara Young) e Anaia (Mallori Johnson), marcadas por severas cicatrizes de queimaduras causadas por um incêndio na infância. Já adultas, elas descobrem que a mãe sobreviveu ao ataque. À beira da morte, a mãe revela que o responsável pelo incêndio foi o pai abusivo delas e faz um último pedido: que as filhas o encontrem e o matem. O filme se torna uma jornada violenta e sangrenta em busca dessa retribuição

Pontos Fortes 

Foco no Trauma de Gênero: A violência não é gratuita. O fogo funciona como metáfora da opressão que permanece inscrita no corpo e no psicológico das mulheres afetadas.

Dualidade das Protagonistas: A dinâmica entre a ferocidade intempestiva de Racine e a hesitação sensata de Anaia enriquece o debate sobre a moralidade da vingança.

Estética Visual Marcante: Harris foge da armadilha do "teatro filmado". O uso de cores fortes nas roupas, fotografia estilizada no passado e cenários simbólicos dão identidade única à obra.Atuações Potentes: O elenco de apoio — que inclui Janelle Monáe e Sterling K. Brown — dá estofo dramático a uma produção guiada com excelência pelas duas atrizes principais.

Pontos Fracos 

Ritmo no Terceiro Ato: O terço final avança de forma um tanto apressada para a conclusão. Falta tempo para digerir o peso emocional do clímax.

Violência Gráfica Excessiva: O nível de sangue e agressividade física explícita pode afastar ou chocar espectadores menos acostumados com o subgênero exploitation.

Ardente Vingança vai além do acerto de contas tradicional do cinema de ação. O longa discute com propriedade como as vítimas correm o risco de se tornarem iguais aos seus opressores ao usarem as mesmas ferramentas de violência. É um filme místico, hipnotizante e desconfortável, recomendado para quem busca suspenses psicológicos densos e com forte comentário político-social.

* * * 

Gostei do filme. Em algum momentos até me lembrou Tarantino. Nota 8 de 10



Kara Young



                                                              Mallori Johnson


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Filme: Invasores (2007)

 




O filme Invasores (The Invasion, 2007) é uma obra de ficção científica e suspense que fracassa ao tentar modernizar um clássico, resultando em uma narrativa genérica que desperdiça o talento de seu elenco de peso.

Sinopse Direta

A trama acompanha a psiquiatra Carol Bennell (Nicole Kidman) e seu colega, o Dr. Ben Driscoll (Daniel Craig), em Washington, D.C.. Após a queda de um ônibus espacial, um vírus alienígena começa a se espalhar, assumindo o controle do corpo das pessoas enquanto elas dormem. Os infectados mantêm suas memórias, mas perdem totalmente as emoções e a individualidade, agindo como drones em uma mente coletiva. Para sobreviver e salvar seu filho imune, Carol precisa lutar contra o sono e fingir total apatia para não ser descoberta.

Análise Crítica

Crise de Identidade na Direção: O filme sofreu uma produção extremamente conturbada. O corte original do diretor alemão Oliver Hirschbiegel (de A Queda) foi considerado lento pelo estúdio. Para "salvar" o projeto, as irmãs Wachowski reescreveram cenas e James McTeigue assumiu refilmagens de ação. O resultado é uma colcha de retalhos: o suspense psicológico claustrofóbico briga constantemente com perseguições de carro explosivas no estilo blockbuster.

Desperdício da Paranoia Histórica: Sendo a quarta adaptação cinematográfica do livro The Body Snatchers (de Jack Finney), o longa tenta contextualizar a paranoia para a era pós-9/11 e a "cultura do medo" moderna. Porém, ao trocar os icônicos clones de "vagens" dos filmes anteriores por uma infecção viral fluida, a história perde o horror da substituição de identidade e se transforma em apenas mais um filme de perseguição epidemiológica.

Atuações no Piloto Automático: Embora Nicole Kidman se esforce para transmitir o desespero de uma mãe que não pode dormir, o roteiro a limita a correr e demonstrar feições de pânico. Daniel Craig — gravando logo antes de estourar globalmente como James Bond — entrega uma performance burocrática e sem o carisma habitual. A química entre os dois é quase inexistente.

Discussão Filosófica Rasa: O roteiro flerta com uma ironia interessante: sob o domínio alienígena, as guerras mundiais, os crimes e a pobreza acabam, pois a humanidade perde sua agressividade. O filme questiona se a paz absoluta vale o sacrifício da nossa individualidade. Infelizmente, essa provocação geopolítica é abandonada rapidamente em prol de soluções fáceis, um ritmo apressado e um final excessivamente feliz e convencional.

Veredicto

Invasores diverte como um passatempo descompromissado de fim de semana na Netflix ou na Max, mas falha como cinema de ficção científica. Se você busca a verdadeira essência dessa história, vale muito mais a pena assistir à versão clássica de 1956 (Vampiros de Almas) ou à excelente releitura de 1978 (Os Invasores de Corpos), que constroem a tensão de forma brilhante.

* * * 

Concordo com a critica. O filme é ruim, a única coisa que salva é a beleza de Nicole Kidman e uma prévia do que viria a ser o carismático Bond de Daniel Graig. Minha nota: 6 de 10. E sim, Invasores de Corpos de 1978 que eu vi faz um tempo, é bem melhor. Vou deixar um resumo abaixo.



INVASORES DE CORPOS (1978)


Invasores de Corpos (1978), dirigido por Philip Kaufman, é um clássico de ficção científica e terror que substitui o clima de pacata cidade do original de 1956 pela frenética São Francisco, retratando uma invasão alienígena onde sementes espaciais geram cópias idênticas e sem emoção dos humanos enquanto estes dormem.

Ficha Técnica e Premissa

Direção: Philip Kaufman

Elenco principal: Donald Sutherland, Brooke Adams, Jeff GoldblumEnredo: O fiscal sanitário Matthew Bennell (Sutherland) nota que pessoas começam a relatar que seus entes queridos foram substituídos por frias duplicatas. Conforme a paranoia cresce, ele e seus amigos percebem que uma rede silenciosa está dominando a sociedade.

Análise Crítica

Paranoia Urbana: Diferente do filme dos anos 50 (frequentemente lido como alegoria ao Macarthismo), a versão de 1978 reflete o esvaziamento afetivo e a impessoalidade da vida moderna e pós-crises dos anos 1970.

Atmosfera Sufocante: O design de som agonizante, a maquiagem perturbadora e a arquitetura sufocante de São Francisco ampliam a sensação de desamparo. O Final niilista: O desfecho desconcertante desconstrói a ideia de vitória do herói, cimentando o filme como uma obra atemporal sobre a perda da própria humanidade.



segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Puro Sangue (2018)

 



Puro-Sangue (Thoroughbreds, 2018) é um suspense sombrio e inteligente que explora a frieza e a toxicidade em uma amizade adolescente.

Trama e Premissa: Duas ex-amigas de infância ricaças, Amanda (Olivia Cooke) e Lily (Anya Taylor-Joy), se reencontram em Connecticut. Amanda é fria, antissocial e admite não sentir emoções. Lily parece polida e controlada, mas esconde uma enorme volatilidade. Elas unem forças para planejar o assassinato do padrasto detestável de Lily. 

Análise Crítica. Atuações: Olivia Cooke e Anya Taylor-Joy entregam performances brilhantes e calculistas, sustentando o clima de tensão psicológica.

Estilo: O diretor estreante Cory Finley aposta em diálogos afiados, humor negro e uma estética elegante.

Subversão: O filme foca menos na violência em si e mais na dinâmica de manipulação mútua, questionando quem é a verdadeira psicopata da história. No ato final de Puro-Sangue, a dinâmica de poder entre as duas protagonistas sofre uma reviravolta cruel e definitiva, mostrando que a manipulação de Lily superou a frieza de Amanda.




segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Filme: Um pai em apuros (2026)

 



Um Pai em Apuros é uma comédia familiar brasileira dirigida por Carol Durão que retrata, de forma leve e divertida, o caos doméstico e a sobrecarga materna. O roteiro é assinado por Fil Braz, conhecido por sucessos como Minha Mãe é uma Peça, e a história é baseada no filme argentino Mamá se fue de viaje.

O Enredo Principal: A trama gira em torno de Roberta (Dani Calabresa) e Fred (Rafael Infante). Roberta está completamente exausta da rotina invisível e exaustiva de cuidar sozinha da casa e dos quatro filhos do casal. Enquanto isso, Fred, um advogado focado em conseguir uma promoção e em sair com os colegas de trabalho, age como se a administração do lar fosse uma tarefa simples.

No limite do estresse, Roberta decide explodir, tirar férias e viajar sozinha, deixando toda a responsabilidade das crianças e da casa nas mãos do marido. Ao assumir o comando sozinho, Fred descobre que não sabe absolutamente nada sobre a rotina ou as necessidades reais dos próprios filhos. A partir daí, o dia a dia se transforma em um verdadeiro campo de batalha

Eu não dava muito por esse filme, mas até que diverte.



Filme: A Outra Terra (2011)

 



A Outra Terra (Another Earth, 2011) é uma ficção científica dramática que usa uma premissa cósmica para explorar culpa, luto e redenção. Disney Plus.

Resumo do Filme

A trama acompanha Rhonda (Brit Marling), uma jovem brilhante aceita no MIT. Na noite em que um novo planeta idêntico à Terra (Terra 2) é descoberto no céu, ela dirige distraída, bate no carro de outra família e mata a esposa grávida e o filho pequeno do compositor John Burroughs (William Mapother).

Após cumprir quatro anos de prisão, Rhonda sai traumatizada e isolada. Ela consegue um emprego como faxineira de escola e, consumida pela culpa, procura John, que vive recluso e afogado na depressão. Sem coragem de revelar sua verdadeira identidade, ela finge ser uma faxineira oferecendo serviços gratuitos. Com o tempo, os dois desenvolvem uma conexão profunda e um romance.

Paralelamente, cientistas descobrem que a Terra 2 é um espelho exato da Terra, e uma missão espacial privada vai enviar um cidadão até lá. Rhonda vence um concurso de redação para ganhar a vaga. Quando John descobre quem ela realmente é, fica furioso. Como forma de redenção, Rhonda cede seu bilhete de viagem para John, dando a ele a chance de viajar para o outro planeta, onde sua família ainda pode estar viva devido a uma quebra de sincronia entre os mundos.

Na cena final, quatro meses após a partida de John para a Terra 2, Rhonda está caminhando em direção à sua casa. De repente, ela se depara com sua própria réplica da Terra 2 parada em sua frente, vestindo roupas formais e elegantes.

O significado dessa cena baseia-se na "Teoria do Espelho Quebrado" apresentada no filme: A Quebra de Sincronia: Até o momento em que os dois planetas se "olharam" (quando foram descobertos), eles eram idênticos. No segundo em que as populações tomaram consciência uma da outra, a sincronia se quebrou e as realidades se dividiram.

O Destino de John: O fato de a Rhonda da Terra 2 aparecer bem-vestida e bem-sucedida sugere que, no outro planeta, o acidente de carro nunca aconteceu. Aquela Rhonda nunca foi para a prisão e seguiu sua carreira acadêmica.Redenção Mútua: Isso confirma que o sacrifício de Rhonda funcionou. Ao enviar John para o outro lado, ele provavelmente encontrou uma versão de si mesmo que não perdeu a família, ou encontrou sua esposa e filho vivos.O encontro final simboliza o confronto visual de Rhonda com o seu potencial perdido, mas também traz o conforto de saber que, em algum lugar do universo, a tragédia foi evitada.

sábado, 15 de agosto de 2026

Sinfonia de Guerra (2025)

 



Em "Sinfonia de Guerra" (The Choral), ambientado em 1916 durante a Primeira Guerra Mundial, um coral de uma cidadezinha inglesa perde seus homens convocados para o front. Sob a liderança do rigoroso maestro Dr. Henry Guthrie (Ralph Fiennes), o grupo recruta jovens e garotos para ensaiar uma ambiciosa peça, descobrindo na música união e força em meio ao caos.

A Força da Música Jovens e moradores encontram no canto coletivo um refúgio emocional. O enredo equilibra o drama histórico com as vivências e os medos da juventude diante do recrutamento iminente. A comunidade aprende que a união por meio da arte é uma resposta resiliente à tragédia da guerra.

Ótimo filme. Minha nota: 8\10




quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Até Onde Possamos Andar (2001)

 


"Até Onde Possamos Andar" (2001), original em alemão So weit die Füße tragen, acompanha o soldado alemão Clemens Forell. Após a Segunda Guerra Mundial, ele é preso pelos soviéticos e  condenado a trabalhos forçados em uma mina na Sibéria. Movido pela saudade da família, Forell foge do campo e inicia uma jornada de 14 mil quilômetros a pé rumo à Alemanha. Forell sofre com o frio intenso, a fome e os maus-tratos no Gulag. Com ajuda de um médico prisioneiro, ele consegue fugir e inicia a longa caminhada. Um oficial soviético descobre a fuga e passa a caçá-lo sem descanso. Forell atravessa paisagens geladas e desertos implacáveis da Rússia. No percurso, ele sobrevive graças à solidariedade de nativos, caçadores e povos locais. Ele evita postos militares, escapa de lobos e resiste a ferimentos e doenças graves. Após anos de luta pela sobrevivência, ele alcança a liberdade ao cruzar a fronteira para o Irã. Forell finalmente consegue retornar para casa e reencontrar sua família

O filme é promovido como baseado em uma história real, mas investigações históricas revelaram que a trama é uma farsa. A obra adapta o livro homônimo de 1955 escrito por Josef Martin Bauer. O autor baseou a narrativa nos relatos de um ex-soldado alemão chamado Cornelius Rost, que usou o pseudônimo de "Clemens Forell" na ficção. Rost alegava ter realizado essa fuga épica de um campo de prisioneiros soviético na Sibéria. Historiadores e jornalistas investigaram os registros oficiais e descobriram que a jornada nunca aconteceu devido a várias inconsistências. Apropriação de relatos: Pesquisadores apontam que Rost provavelmente ouviu histórias reais de outros prisioneiros de guerra alemães e as unificou, criando uma narrativa própria exagerada para vender o livro.

Diretor: Hardy Martins

Clemens Forell: Bernhard Bettermann

O filme é bom, minha nota: 7\10

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O Drama (2026)

 



O Drama (The Drama, 2026) é uma comédia de humor ácido e drama psicológico dirigida por Kristoffer Borgli que subverte as expectativas de um romance tradicional ao expor as fragilidades e os segredos sombrios de um casal às vésperas do casamento.

A história acompanha Charlie e Emma, um casal aparentemente perfeito e apaixonado que vive os preparativos finais para a cerimônia de casamento. Durante um jantar descontraído com amigos para provar comidas e bebidas do menu, o grupo entra em uma dinâmica de brincadeira revelando qual foi a pior coisa que cada um já fez na vida. O clima leve desaba quando Emma faz uma confissão chocante e imprevisível sobre o seu passado na adolescência, virando a dinâmica de cabeça para baixo e enchendo os dias pré-casamento de pânico, julgamentos e um desconforto profundo.

O filme estreou no PRIME VIDEO


Com Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim e Mamoudou Athie.

Gostei muito do filme. Minha nota, 8\10

sábado, 8 de agosto de 2026

Corrida dos Bichos

 



Corrida dos Bichos é um filme brasileiro de ficção científica e ação lançado em 7 de agosto de 2026 no Prime Video. Dirigido por Fernando Meirelles, Rodrigo Pesavento e Ernesto Solis, o longa se passa em um Rio de Janeiro distópico onde o mar secou após uma catástrofe ambiental. 

Rio Distópico: A cidade está em ruínas e a paisagem mudou completamente.  O tradicional jogo do bicho virou uma corrida mortal de parkour controlada por milionários.  Competidores adotam identidades de animais e disputam prêmios em dinheiro. Cada participante precisa oferecer um ente querido como garantia de que vai correr. Mano (Matheus Abreu) é o líder de um grupo rebelde que tenta sabotar essa competição violenta.  Sua irmã, Dalva, é usada como garantia em uma aposta clandestina. Mano é forçado a entrar no torneio que sempre combateu para tentar salvar a vida dela.





quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Titane (2021)

 



Titane (2021), dirigido por Julia Ducournau, é uma obra-prima do terror corporal moderno que discute identidade e amor incondicional. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, o filme choca pelas metáforas visuais extremas, misturando carne, metal e fluidos automotivos.

O trauma inicial: Na infância, Alexia sofre um grave acidente de carro causado pelo pai e recebe um implante de uma placa de titânio no crânio. A partir disso, ela desenvolve uma forte e bizarra fixação por automóveis. 

A vida adulta: Alexia trabalha como dançarina erótica em eventos de carros. Paralelamente, ela age de forma psicopática e comete uma série de assassinatos brutais utilizando uma agulha de metal de cabelo.

A gravidez fantástica: Após uma bizarra relação sexual com um carro, Alexia engravida do veículo. Seu corpo começa a se transformar de forma dolorosa, vazando óleo de motor em vez de fluidos biológicos.

A fuga e nova identidade: Procurada pela polícia, ela raspa a cabeça, quebra o próprio nariz e amarra a barriga para esconder a gravidez. Ela assume a identidade de Adrien, um jovem desaparecido há dez anos.

O encontro com Vincent: O pai de Adrien, um capitão dos bombeiros obcecado por testosterona e envelhecimento, aceita Alexia como seu filho sem hesitar. Uma estranha, mas profunda, relação de afeto nasce entre os dois corpos disfuncionais.

Análise Crítica e Temas Principais. Body Horror e a Fusão Humano-MáquinaO filme bebe diretamente da fonte do body horror de David Cronenberg (especialmente do clássico Crash de 1996). Ducournau descontrói as barreiras de gênero e biologia: a carne sangra, mas também expele óleo preto e ferro. A gestação de um híbrido humano-metal funciona como metáfora da total rejeição de Alexia pelo lado humano normativo da sociedade.

Transgressores de Gênero e Identidades Fluídas. Ao adotar a persona de Adrien, Alexia adentra um universo hipermasculino de bombeiros. Contudo, a diretora desconstrói essa masculinidade frágil. Vincent injeta esteroides para manter a ilusão de força, enquanto Alexia esconde sua gestação sob uniformes pesados. Ambos performam papéis de gênero que não condizem com suas realidades físicas.

O Amor Escolhido e a Nova Família. Apesar da violência gráfica extrema da primeira metade, o coração do longa é um melodrama sobre solidão e acolhimento. Vincent sabe, no fundo, que Adrien não é seu filho biológico, mas escolhe aceitá-lo incondicionalmente. Duas pessoas profundamente machucadas e solitárias criam uma conexão autêntica de amor e proteção onde o julgamento estético e biológico deixa de existir



Filme de terror fora do padrão. Temas recorrentes hoje na sociedade estão no filme de forma simbólica. Ou seja, é um filme politizado e progressista, por isso, certamente, ganhou a Palma de Ouro. Apesar desse direcionamento político claro, é um filme bom. Minha nota 8 de 10.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Alpha

 



O filme francês Alpha (2025), dirigido pela aclamada cineasta Julia Ducournau (vencedora da Palma de Ouro por Titane), é um drama de horror corporal e amadurecimento (coming-of-age) ambientado na cidade portuária de Le Havre durante a década de 1980. A obra funciona como uma forte alegoria à epidemia de AIDS/HIV e ao preconceito social daquela época. (o filme está no MUBI)

O Enredo Principal.

Alpha (Mélissa Boros) é uma adolescente de 13 anos de origem franco-marroquina que sofre bullying na escola e vive em um apartamento apertado com a família.  Ela mora com a mãe solteira (Golshifteh Farahani), uma médica dedicada, e seu tio Amin (Tahar Rahim), um homem dependente de heroína que vive trancafiado no local. O Elemento Fantástico: A sociedade do filme enfrenta uma misteriosa e letal epidemia sanguínea que transforma lentamente os infectados em mármore (uma estátua de pedra). A mãe de Alpha trabalha diretamente na linha de frente cuidando desses pacientes. A trama atinge seu estopim quando Alpha vai a uma festa e faz uma tatuagem caseira com uma agulha compartilhada. Quando o local infecciona, o pânico toma conta da família e da escola. Rapidamente, boatos se espalham de que ela contraiu a doença da petrificação. A partir daí, a jovem passa a enfrentar o isolamento, o julgamento moral e a paranoia médica de sua própria mãe, enquanto lida com as transformações e o horror de seu próprio corpo.

O final, puramente simbólico, nos causa estranheza e ao mesmo tempo reflexões. Minha nota: 8 de 10.


Os atores principais do elenco do filme francês Alpha (2025) são:

Mélissa Boros como Alpha (a protagonista de 13 anos).

Tahar Rahim como Amin (o tio de Alpha).

Golshifteh Farahani como Maman (a mãe de Alpha, que trabalha como médica).

Emma Mackey como a enfermeira (Infirmière).

Finnegan Oldfield como o professor de inglês (Professeur d'anglais).Louai El Amrousy como Adrien.


Julia Ducournau é uma das vozes mais provocativas e prestigiadas do cinema contemporâneo mundial, amplamente reconhecida por redefinir o gênero do horror corporal (body horror) moderno. Nascida em Paris em 1983, a cineasta e roteirista francesa formou-se na renomada escola de cinema La Fémis. Suas produções equilibram o grotesco e o bizarro com profundas e poéticas alegorias sobre a condição humana, o isolamento e os laços afetivos. 

Estilo e Marcas

Metamorfoses Reais: Seus filmes focam nas transformações radicais da carne. Seja através do canibalismo, da fusão com o metal ou da petrificação em pedra, ela usa o físico para espelhar crises psicológicas.Parceria Visual: Ela trabalha constantemente com o mesmo diretor de fotografia, Ruben Impens, construindo uma estética marcante e estilizada para suas narrativas viscerais. Provocação Emocional: Ducournau busca chocar pelo inesperado, mas sempre amarra os seus momentos aterrorizantes a temas profundos de ternura, vulnerabilidade e aceitação social.


Principais Filmes da Carreira

Raw / Grave (2016): Seu longa de estreia acompanha uma jovem vegetariana em uma faculdade de veterinária que, após um trote, desenvolve um desejo incontrolável por carne humana. O filme chocou festivais e recebeu o prestigiado prêmio FIPRESCI em Cannes.

Titane (2021): Obra visceral que fez história ao consagrá-la como a segunda mulher na história (e a primeira de forma solo) a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes. A trama aborda uma mulher com uma placa de titânio na cabeça e sua relação obsessiva com automóveis.

Alpha (2025): Seu projeto mais ambicioso até o momento. Ela utiliza a transformação dos infectados em mármore como uma forte metáfora histórica sobre a discriminação e o pânico moral de uma epidemia

domingo, 2 de agosto de 2026

Em Defesa de Jacob

 


Em Defesa de Jacob (Defending Jacob) é um drama policial focado no teste definitivo dos laços familiares diante de uma acusação terrível. A minissérie possui 8 episódios. Eu gostei da minissérie, ela consegue manter a atenção até um final dúbio. MINHA NOTA: 7 de 10. (Apple TV)

Um violento assassinato de um jovem choca uma comunidade pacífica em Massachusetts.

Jacob, um garoto de 14 anos, torna-se o principal suspeito do crime.

O pai de Jacob é o promotor de justiça da cidade e precisa escolher entre seu dever profissional e o amor pelo filho.


Dilema Ético: A investigação força os pais a questionarem o quanto realmente conhecem o próprio filho.

Impacto Psicológico: A série explora o isolamento social e a destruição da reputação de uma família antes mesmo do julgamento.

Mistério Constante: A narrativa constrói uma dúvida constante no espectador sobre a inocência ou culpa do jovem.




Elenco Principal

Chris Evans: Interpreta Andy Barber, o pai e promotor de justiça.

Michelle Dockery: Interpreta Laurie Barber, a mãe de Jacob.

Jaeden Martell: Interpreta Jacob Barber, o jovem acusado do crime.

Cherry Jones: Interpreta Joanna Klein, a advogada de defesa.

Pablo Schreiber: Interpreta Neal Loguidice, o promotor concorrente.

J.K. Simmons: Interpreta Billy Barber, o pai de Andy

sábado, 1 de agosto de 2026

Deixe-o Partir

 



Deixe-o Partir (Let Him Go) conta a história de George e Margaret, um casal de idosos que viaja para resgatar seu neto das mãos de uma família violenta após a morte do filho. Estrelado por Kevin Costner e Diane Lane, o filme mistura drama de luto e suspense no estilo de faroeste moderno.

Sinopese. George, um xerife aposentado, e sua esposa Margaret perdem o filho James em um acidente. Lorna, a viúva e mãe do pequeno Jimmy, decide se casar com Donnie Weboy. Donnie se revela um homem abusivo e violento, levando Lorna e o menino embora de forma repentina para uma região isolada em Dakota do Norte.

Gostei do filme. Minha nota: 6 de 10. O filme está na Netflix. 




segunda-feira, 27 de julho de 2026

72 Horas em Miami

 



O filme 72 Horas em Miami acompanha Joe, um executivo de 40 anos que entra por engano em um chat de despedida de solteiro da Geração Z e decide viajar para a Flórida para salvar sua agência e provar que entende os novos tempos, ele embarca na viagem caótica para Miami. O elenco principal conta com Kevin Hart, Teyana Taylor e Michael Mando.

Os filmes com Kevin Hart são sempre engraçados, pelo menos em alguns momentos...e neste, ainda conta no elenco com a linda Teyana Taylor!







quinta-feira, 16 de julho de 2026

Eu sou Rock

 

Saiu o trailer do filme que vai contar como Stallone filmou o seu grande sucesso, "Rock, um lutador". O ator Anthony Ippolito vai interpretar Stallone e está a cara dele no filme. Impressionante.






Cara de um...



sexta-feira, 3 de julho de 2026

Vem Aí...A Queda 2 - No Limite!

 


SE A QUEDA JÁ FOI INCRÍVEL, fazendo a  gente sentir frio na barriga, essa continuação também promete! 

Aproveitando, que tal assistir os bastidores do primeiro filme? Não viu ainda o filme? Corre pra ver no PrimeVideo




sexta-feira, 26 de junho de 2026

Ensina-me a Viver

 




Ensina-me a Viver (Harold and Maude, 1971) é uma das comédias dramáticas mais cultuadas, transgressoras e sensíveis do cinema americano. Dirigido por Hal Ashby e com roteiro de Colin Higgins, o longa mistura humor negro com drama existencialista para celebrar a liberdade e a vida.O filme está disponível para aluguel na Amazon Prime Video. 

Enredo Principal

O filme acompanha o encontro improvável de dois extremos opostos que compartilham o mesmo passatempo insólito: frequentar funerais de desconhecidos. 

Harold (Bud Cort): Um jovem rico de 20 anos, apático, solitário e obcecado pela morte. Para chocar e atrair a atenção de sua mãe controladora, ele passa os dias forjando suicídios teatrais em casa.

Maude (Ruth Gordon): Uma senhora de 79 anos, exótica, otimista e completamente apaixonada pela existência. Ela ignora totalmente as convenções sociais, rouba carros por diversão e vive cada segundo com intensidade máxima. Ao se conhecerem, nasce uma profunda amizade que evolui para uma delicada história de amor. Através desse convívio, Maude arranca Harold de sua apatia existencial e o ensina a enxergar a beleza do mundo.

Temas Centrais

O filme aborda questões profundas sob uma camada leve de excentricidade: Contracultura: Lançado durante a Guerra do Vietnã, o filme critica o militarismo, o materialismo burguês e o controle social da época. O Sentido da Vida: Contrapõe a depressão e o vazio material de Harold com a vivacidade de Maude, que escolhe a alegria mesmo carregando um passado doloroso sugerido de forma sutil.Quebra de Tabus: O romance desafia o preconceito etário, tratando o afeto entre os dois sem julgamentos morais e de maneira poética.

Cena:



quinta-feira, 18 de junho de 2026

Inner Circle - Bad Boys




 Inner Circle É uma banda jamaicana de reggae formada em 1968. Eles são mundialmente famosos por hits como "Sweat (A La La La La Long)" e "Bad Boys" (que ficou muito conhecida como tema do filme Os Bad Boys e do programa policial COPS)




E como vai o STF?