segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Filme: O Homem que Sussurra (2026)

 



O Homem que Sussurra é um suspense policial lançado pela Netflix em agosto de 2026, baseado no livro homônimo de Alex North. O filme acompanha Tom (Adam Scott), um escritor viúvo que se muda com seu filho Jake para tentar um recomeço. Quando o menino de oito anos é sequestrado seguindo o método de um antigo serial killer conhecido como "O Homem que Sussurra", Tom precisa pedir ajuda a Pete (Robert De Niro), seu pai distante e ex-detetive que prendeu o criminoso original décadas antes.

O diretor de O Homem que Sussurra é o cineasta neozelandês James Ashcroft. Ele também é conhecido por dirigir outros suspenses intensos, como o aclamado terror psicológico Coming Home in the Dark (2021) e o filme The Rule of Jenny Pen.





ATENÇÃO: SPOILLERS

No final de O Homem que Sussurra, o mistério principal é solucionado quando descobrimos que o novo assassino é Francis Carter Jr. (Owen Teague), o filho biológico do serial killer original, Frank Carter (Michael Keaton).O clímax do filme e a perturbadora reviravolta envolvendo a relação entre pai e filho trazem respostas psicológicas profundas para a trama:O Desfecho da InvestigaçãoFrancis Jr. sequestra o pequeno Jake (Acston Luca Porto) como uma forma de vingança contra o detetive Pete Willis (Robert De Niro), avô do menino e o responsável por colocar seu pai na cadeia no passado. No confronto final dentro da antiga casa, Pete consegue salvar o neto, mas é esfaqueado e morre de forma heroica. Francis tenta perseguir Jake, mas despenca quando o piso fragilizado do sótão cede. Ele sobrevive à queda e é preso. Por que o Serial Killer matou o próprio filho?  

A cena mais chocante e comentada acontece na prisão. Após ser capturado, Francis Jr. é colocado na mesma cela que seu pai, Frank Carter. Em vez de um abraço ou demonstração de orgulho, Frank estrangula o próprio filho até a morte.A motivação para esse assassinato envolve dois fatores psicológicos e narrativos cruciais:A obsessão original do assassino: Durante o filme, é revelado que Frank Carter sempre teve o desejo intrínseco de matar o próprio filho. Ele colocava panos na cabeça de suas pequenas vítimas imaginando que fossem Francis Jr. sendo estrangulado. Na juventude do garoto, Frank não o matou apenas porque isso estava muito perto de sua vida pessoal e facilitaria sua prisão imediata.A rejeição da cópia e o sadismo: Francis Jr. passou a vida inteira cometendo crimes hediondos apenas para tentar conseguir a aprovação de um pai psicopata. No entanto, Frank Carter o via apenas como uma "cópia fraca". Ao receber o filho na cela, Frank diz a frase "Pele com pele, como disseram no hospital... para criar laço com você" antes de matá-lo, ironizando o afeto paternal que ele nunca possuiu e consumando seu desejo mais antigo agora que não tinha mais nada a perder.O Toque SobrenaturalO filme encerra com Tom (Adam Scott) encontrando fotos antigas de sua falecida esposa, Rebecca. Ele descobre que, quando adolescente, ela usava o mesmo casaco azul da "amiga imaginária" que guiou e ajudou Jake a escapar do cativeiro, confirmando que o espírito da mãe estava protegendo o menino.

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Filme muito bom, minha nota, 8 de 10

Filme: O Último Nascer do Sol (2026)

 


O Último Nascer do Sol (2026), longa-metragem original do Prime Video, tenta equilibrar o melodrama de superação com o escapismo visual dos romances de verão, mas tropeça na superficialidade narrativa e no desenvolvimento apressado de seus personagens. 

Dirigido por Carlson Young e adaptado do livro homônimo de Anna Todd (autora da franquia After), o filme foca em Oriah "Ry" Pera (Maia Reficco), uma jovem de 22 anos que lida com o diagnóstico de esclerose tuberosa. Ao viajar para Maiorca, na Espanha, com sua mãe superprotetora Isolde (Eva Longoria), Ry encontra uma inesperada sensação de liberdade e se apaixona pelo pescador local Julián (Fernando Lindez).

A trama constrói o romance sob a constante sombra da mortalidade e da urgência de viver o presente. O título do longa faz alusão ao medo que a protagonista tem do amanhã e de uma cirurgia de alto risco. A reviravolta final redefine essa metáfora: o "último nascer do sol" não simboliza a morte física de Ry, mas sim o encerramento de uma vida paralisada pelo medo e o início de uma jornada de aceitação e resiliência ao lado de Julián. 

A cinematografia é o ponto alto do filme, utilizando as belas paisagens de Maiorca para criar uma atmosfera calorosa, solar e poética. Maia Reficco entrega uma atuação carismática e simpática. Sua dinâmica inicial com Fernando Lindez sustenta o interesse do público infantojuvenil. O conflito entre o confinamento bem-intencionado gerado pela superproteção de Isolde e o desejo de independência de Ry é um dos arcos emocionais mais honestos do roteiro.

 O relacionamento entre Ry e Julián acontece rápido demais. A pressa em avançar a história impede que o espectador sinta o peso dramático das dificuldades do casal. Além da doença crônica, o roteiro tenta injetar "segredos de família" e conflitos do passado entre os pais dos jovens, deixando o terço final sobrecarregado e superficial. O filme recorre com frequência a clichês de romances trágicos para arrancar lágrimas fáceis, falhando em criar diálogos ou reflexões verdadeiramente profundas sobre a vida e o luto. O Último Nascer do Sol funciona bem como um romance leve de fim de semana, cumprindo os requisitos de produções focadas no público Young Adult. 

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É um filme meio Sessão da Tarde mas eu gostei. Minha nota: 6 de 10




domingo, 30 de agosto de 2026

Filme: Imperfeitamente Perfeita (2025)

 


Imperfeitamente Perfeita (título original: Ella McCay), dirigido pelo vencedor do Oscar James L. Brooks, marca o retorno do cineasta à direção com uma obra ambiciosa, mas de recepção dividida. O longa equilibra sátira política, dramas familiares intensos e o peso psicológico enfrentado por mulheres em posições de liderança.

A trama se passa em 2008 e acompanha Ella McCay (Emma Mackey), uma jovem idealista e brilhante que assume inesperadamente o cargo de governadora após o titular aceitar um posto no governo Obama. Além de navegar pelas pressões de um ambiente político hostil e predominantemente masculino, Ella precisa lidar com seus próprios traumas. Isso inclui a complexa relação com o pai (Woody Harrelson), que tenta reatar laços após anos de distanciamento e infidelidade, os conflitos com o marido e o suporte ao irmão agorafóbico.

Análise 

Crítica 

Pontos Fortes

Sensibilidade Humana: O filme brilha ao retratar com empatia o esgotamento emocional de mulheres no poder. Mostra como o sucesso profissional frequentemente colide com cobranças pessoais desproporcionais.

Elenco de Peso: As atuações de Emma Mackey, Jamie Lee Curtis, Woody Harrelson e Ayo Edebiri trazem carisma e profundidade aos diálogos rápidos típicos de Brooks.

Nostalgia Confortante: A escolha do ano de 2008 como pano de fundo evoca um otimismo político clássico. Funciona como um contraponto reconfortante ao individualismo e à polarização da atualidade.

Pontos Fracos 

Excesso de Tramas (Inflação Narrativa): O roteiro tenta abraçar muitos temas simultaneamente. O filme foca em política, dilemas conjugais, traumas de infância e dinâmicas familiares ao mesmo tempo, gerando dispersão.

Didatismo Excessivo: Em vários momentos, o longa peca por ser literal demais. Um exemplo é a cena inicial em que a protagonista lê o significado da palavra "trauma" diretamente de um dicionário.

Ritmo Desorganizado: A montagem e a introdução de subtramas deixam a narrativa confusa e truncada em sua primeira metade.

Veredito

Imperfeitamente Perfeita faz jus ao título nacional. É um filme imperfeito em sua estrutura, muitas vezes sobrecarregado e sem a concisão exigida pelo cinema contemporâneo. No entanto, é perfeito em suas intenções. Para o espectador que aceitar o ritmo menos limpo e mais expansivo de James L. Brooks, a obra se revela uma crônica afetuosa, agridoce e muito necessária sobre a resiliência humana.

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Eu gostei do filme, apesar realmente de abordar muitos temas ao mesmo tempo. Minha nota: 7 de 10

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Filme: Ardente Vingança (2026)

 


Ardente Vingança (Is God Is), dirigido por Aleshea Harris, é um thriller brutal que subverte o gênero de justiça com as próprias mãos ao focar no trauma geracional e na violência de gênero dentro da comunidade negra. Lançado em 2026, o longa adapta a premiada peça teatral da própria diretora e está disponível no Prime Video.

A narrativa acompanha as irmãs gêmeas Racine (Kara Young) e Anaia (Mallori Johnson), marcadas por severas cicatrizes de queimaduras causadas por um incêndio na infância. Já adultas, elas descobrem que a mãe sobreviveu ao ataque. À beira da morte, a mãe revela que o responsável pelo incêndio foi o pai abusivo delas e faz um último pedido: que as filhas o encontrem e o matem. O filme se torna uma jornada violenta e sangrenta em busca dessa retribuição

Pontos Fortes 

Foco no Trauma de Gênero: A violência não é gratuita. O fogo funciona como metáfora da opressão que permanece inscrita no corpo e no psicológico das mulheres afetadas.

Dualidade das Protagonistas: A dinâmica entre a ferocidade intempestiva de Racine e a hesitação sensata de Anaia enriquece o debate sobre a moralidade da vingança.

Estética Visual Marcante: Harris foge da armadilha do "teatro filmado". O uso de cores fortes nas roupas, fotografia estilizada no passado e cenários simbólicos dão identidade única à obra.Atuações Potentes: O elenco de apoio — que inclui Janelle Monáe e Sterling K. Brown — dá estofo dramático a uma produção guiada com excelência pelas duas atrizes principais.

Pontos Fracos 

Ritmo no Terceiro Ato: O terço final avança de forma um tanto apressada para a conclusão. Falta tempo para digerir o peso emocional do clímax.

Violência Gráfica Excessiva: O nível de sangue e agressividade física explícita pode afastar ou chocar espectadores menos acostumados com o subgênero exploitation.

Ardente Vingança vai além do acerto de contas tradicional do cinema de ação. O longa discute com propriedade como as vítimas correm o risco de se tornarem iguais aos seus opressores ao usarem as mesmas ferramentas de violência. É um filme místico, hipnotizante e desconfortável, recomendado para quem busca suspenses psicológicos densos e com forte comentário político-social.

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Gostei do filme. Em algum momentos até me lembrou Tarantino. Nota 8 de 10



Kara Young



                                                              Mallori Johnson


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Não foi falta de aviso...

 


Filme: Invasores (2007)

 




O filme Invasores (The Invasion, 2007) é uma obra de ficção científica e suspense que fracassa ao tentar modernizar um clássico, resultando em uma narrativa genérica que desperdiça o talento de seu elenco de peso.

Sinopse Direta

A trama acompanha a psiquiatra Carol Bennell (Nicole Kidman) e seu colega, o Dr. Ben Driscoll (Daniel Craig), em Washington, D.C.. Após a queda de um ônibus espacial, um vírus alienígena começa a se espalhar, assumindo o controle do corpo das pessoas enquanto elas dormem. Os infectados mantêm suas memórias, mas perdem totalmente as emoções e a individualidade, agindo como drones em uma mente coletiva. Para sobreviver e salvar seu filho imune, Carol precisa lutar contra o sono e fingir total apatia para não ser descoberta.

Análise Crítica

Crise de Identidade na Direção: O filme sofreu uma produção extremamente conturbada. O corte original do diretor alemão Oliver Hirschbiegel (de A Queda) foi considerado lento pelo estúdio. Para "salvar" o projeto, as irmãs Wachowski reescreveram cenas e James McTeigue assumiu refilmagens de ação. O resultado é uma colcha de retalhos: o suspense psicológico claustrofóbico briga constantemente com perseguições de carro explosivas no estilo blockbuster.

Desperdício da Paranoia Histórica: Sendo a quarta adaptação cinematográfica do livro The Body Snatchers (de Jack Finney), o longa tenta contextualizar a paranoia para a era pós-9/11 e a "cultura do medo" moderna. Porém, ao trocar os icônicos clones de "vagens" dos filmes anteriores por uma infecção viral fluida, a história perde o horror da substituição de identidade e se transforma em apenas mais um filme de perseguição epidemiológica.

Atuações no Piloto Automático: Embora Nicole Kidman se esforce para transmitir o desespero de uma mãe que não pode dormir, o roteiro a limita a correr e demonstrar feições de pânico. Daniel Craig — gravando logo antes de estourar globalmente como James Bond — entrega uma performance burocrática e sem o carisma habitual. A química entre os dois é quase inexistente.

Discussão Filosófica Rasa: O roteiro flerta com uma ironia interessante: sob o domínio alienígena, as guerras mundiais, os crimes e a pobreza acabam, pois a humanidade perde sua agressividade. O filme questiona se a paz absoluta vale o sacrifício da nossa individualidade. Infelizmente, essa provocação geopolítica é abandonada rapidamente em prol de soluções fáceis, um ritmo apressado e um final excessivamente feliz e convencional.

Veredicto

Invasores diverte como um passatempo descompromissado de fim de semana na Netflix ou na Max, mas falha como cinema de ficção científica. Se você busca a verdadeira essência dessa história, vale muito mais a pena assistir à versão clássica de 1956 (Vampiros de Almas) ou à excelente releitura de 1978 (Os Invasores de Corpos), que constroem a tensão de forma brilhante.

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Concordo com a critica. O filme é ruim, a única coisa que salva é a beleza de Nicole Kidman e uma prévia do que viria a ser o carismático Bond de Daniel Graig. Minha nota: 6 de 10. E sim, Invasores de Corpos de 1978 que eu vi faz um tempo, é bem melhor. Vou deixar um resumo abaixo.



INVASORES DE CORPOS (1978)


Invasores de Corpos (1978), dirigido por Philip Kaufman, é um clássico de ficção científica e terror que substitui o clima de pacata cidade do original de 1956 pela frenética São Francisco, retratando uma invasão alienígena onde sementes espaciais geram cópias idênticas e sem emoção dos humanos enquanto estes dormem.

Ficha Técnica e Premissa

Direção: Philip Kaufman

Elenco principal: Donald Sutherland, Brooke Adams, Jeff GoldblumEnredo: O fiscal sanitário Matthew Bennell (Sutherland) nota que pessoas começam a relatar que seus entes queridos foram substituídos por frias duplicatas. Conforme a paranoia cresce, ele e seus amigos percebem que uma rede silenciosa está dominando a sociedade.

Análise Crítica

Paranoia Urbana: Diferente do filme dos anos 50 (frequentemente lido como alegoria ao Macarthismo), a versão de 1978 reflete o esvaziamento afetivo e a impessoalidade da vida moderna e pós-crises dos anos 1970.

Atmosfera Sufocante: O design de som agonizante, a maquiagem perturbadora e a arquitetura sufocante de São Francisco ampliam a sensação de desamparo. O Final niilista: O desfecho desconcertante desconstrói a ideia de vitória do herói, cimentando o filme como uma obra atemporal sobre a perda da própria humanidade.



Série: The Rain





The Rain é uma série de ficção científica pós-apocalíptica dinamarquesa disponível na Netflix que acompanha um grupo de jovens tentando sobreviver após um vírus mortal ser espalhado pela chuva. Abaixo está o resumo das três temporadas com suas respectivas recepções da crítica.

1ª Temporada: O Começo do Fim: Os irmãos Simone e Rasmus passam seis anos isolados em um bunker tecnológico preparado pelo pai, um cientista da misteriosa empresa Apollon. Quando os suprimentos acabam, eles saem e encontram um mundo devastado. O grupo se junta a outros sobreviventes enquanto busca pelo pai. No fim, descobrem que Rasmus é imune ao vírus e guarda a chave para entender a infecção.

Crítica: A primeira temporada foi elogiada pela premissa original e instigante de transformar a chuva em um elemento letal. No entanto, parte da crítica apontou que a dinâmica dos personagens adolescentes às vezes caía em clichês dramáticos típicos de produções jovens, mas manteve um bom ritmo de suspense e curiosidade.

2ª Temporada: Expansão e Conspiração: O grupo de sobreviventes entra na zona controlada pela Apollon. Eles descobrem que o vírus mutante está se integrando à natureza e que Rasmus não é apenas imune, mas se tornou um vetor vivo capaz de transmitir a infecção por meio de uma névoa biológica. O jovem se isola emocionalmente, e a tensão entre ele e Simone aumenta conforme a Apollon tenta extrair uma cura a qualquer custo.

Crítica: Esta temporada sofreu críticas mais severas. O enredo perdeu parte da essência crua de sobrevivência da primeira fase, apostando em explicações científicas vagas e transformando o protagonista Rasmus em um personagem ambíguo e irritante para o público, com decisões narrativas consideradas arrastadas.

3ª Temporada: O Conflito Final: A temporada final divide os irmãos: Rasmus acredita que deve infectar a todos para criar um novo estágio evolutivo e salvar o planeta, enquanto Simone luta para encontrar uma cura definitiva baseada em uma planta misteriosa e destruir o vírus. O desfecho culmina em um confronto direto na base da Apollon, onde Rasmus e Sarah se sacrificam em uma explosão para permitir que Simone leve a cura ao mundo.

Crítica: O encerramento dividiu opiniões. Embora tenha sido visto como uma melhoria em relação ao ritmo da segunda temporada, muitos fãs e críticos acharam a solução da "flor da cura" simplista e apressada, além de criticarem a guinada de Rasmus para um papel quase vilanesco sem muita profundidade lógica. Ainda assim, o desfecho fraternal foi considerado poético por parte da audiência.







Aqui estão os atores e personagens principais da série The Rain:

Alba August como Simone Andersen (A protagonista determinada que busca salvar o irmão)

Lucas Lynggaard Tønnesen como Rasmus Andersen (O irmão mais novo de Simone, chave para a cura do vírus)

Mikkel Følsgaard como Martin (O líder ex-militar do grupo de sobreviventes e interesse amoroso de Simone)

Lukas Løkken como Patrick (O sobrevivente inicialmente desconfiado que se torna leal ao grupo)

Jessica Dinnage como Lea (A jovem de forte fé religiosa e bússola moral do grupo nas primeiras temporadas)

Angela Bundalovic como Beatrice (A jovem de espírito livre que se envolve romanticamente com Martin e Rasmus)

Clara Rosager como Sarah (Introduzida na 2ª temporada, desenvolve uma ligação profunda e trágica com Rasmus)

Johannes Bah Kuhnke como Sten (O ambicioso e manipulador líder da empresa Apollon)

Lars Simonsen como Dr. Frederik Andersen (O pai cientista de Simone e Rasmus, responsável pelas pesquisas com o vírus)


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Eu gostei medianamente da série. A primeira temporada de fato, é a mais interessante pela premissa original da chuva mortal, mas depois eu achei que a série se perdeu um pouco e poderia ter sido melhor explorada pelos autores. Minha nota: 7 de 10

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Intolerância e Corrupção

 Dois momentos tristes.

Um pregador evangélico é atacado na rua por um intolerante.


Como é dar uma notícia dessas do filho do presidente?



segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Puro Sangue (2018)

 



Puro-Sangue (Thoroughbreds, 2018) é um suspense sombrio e inteligente que explora a frieza e a toxicidade em uma amizade adolescente.

Trama e Premissa: Duas ex-amigas de infância ricaças, Amanda (Olivia Cooke) e Lily (Anya Taylor-Joy), se reencontram em Connecticut. Amanda é fria, antissocial e admite não sentir emoções. Lily parece polida e controlada, mas esconde uma enorme volatilidade. Elas unem forças para planejar o assassinato do padrasto detestável de Lily. 

Análise Crítica. Atuações: Olivia Cooke e Anya Taylor-Joy entregam performances brilhantes e calculistas, sustentando o clima de tensão psicológica.

Estilo: O diretor estreante Cory Finley aposta em diálogos afiados, humor negro e uma estética elegante.

Subversão: O filme foca menos na violência em si e mais na dinâmica de manipulação mútua, questionando quem é a verdadeira psicopata da história. No ato final de Puro-Sangue, a dinâmica de poder entre as duas protagonistas sofre uma reviravolta cruel e definitiva, mostrando que a manipulação de Lily superou a frieza de Amanda.




segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Filme: Um pai em apuros (2026)

 



Um Pai em Apuros é uma comédia familiar brasileira dirigida por Carol Durão que retrata, de forma leve e divertida, o caos doméstico e a sobrecarga materna. O roteiro é assinado por Fil Braz, conhecido por sucessos como Minha Mãe é uma Peça, e a história é baseada no filme argentino Mamá se fue de viaje.

O Enredo Principal: A trama gira em torno de Roberta (Dani Calabresa) e Fred (Rafael Infante). Roberta está completamente exausta da rotina invisível e exaustiva de cuidar sozinha da casa e dos quatro filhos do casal. Enquanto isso, Fred, um advogado focado em conseguir uma promoção e em sair com os colegas de trabalho, age como se a administração do lar fosse uma tarefa simples.

No limite do estresse, Roberta decide explodir, tirar férias e viajar sozinha, deixando toda a responsabilidade das crianças e da casa nas mãos do marido. Ao assumir o comando sozinho, Fred descobre que não sabe absolutamente nada sobre a rotina ou as necessidades reais dos próprios filhos. A partir daí, o dia a dia se transforma em um verdadeiro campo de batalha

Eu não dava muito por esse filme, mas até que diverte.



Filme: A Outra Terra (2011)

 



A Outra Terra (Another Earth, 2011) é uma ficção científica dramática que usa uma premissa cósmica para explorar culpa, luto e redenção. Disney Plus.

Resumo do Filme

A trama acompanha Rhonda (Brit Marling), uma jovem brilhante aceita no MIT. Na noite em que um novo planeta idêntico à Terra (Terra 2) é descoberto no céu, ela dirige distraída, bate no carro de outra família e mata a esposa grávida e o filho pequeno do compositor John Burroughs (William Mapother).

Após cumprir quatro anos de prisão, Rhonda sai traumatizada e isolada. Ela consegue um emprego como faxineira de escola e, consumida pela culpa, procura John, que vive recluso e afogado na depressão. Sem coragem de revelar sua verdadeira identidade, ela finge ser uma faxineira oferecendo serviços gratuitos. Com o tempo, os dois desenvolvem uma conexão profunda e um romance.

Paralelamente, cientistas descobrem que a Terra 2 é um espelho exato da Terra, e uma missão espacial privada vai enviar um cidadão até lá. Rhonda vence um concurso de redação para ganhar a vaga. Quando John descobre quem ela realmente é, fica furioso. Como forma de redenção, Rhonda cede seu bilhete de viagem para John, dando a ele a chance de viajar para o outro planeta, onde sua família ainda pode estar viva devido a uma quebra de sincronia entre os mundos.

Na cena final, quatro meses após a partida de John para a Terra 2, Rhonda está caminhando em direção à sua casa. De repente, ela se depara com sua própria réplica da Terra 2 parada em sua frente, vestindo roupas formais e elegantes.

O significado dessa cena baseia-se na "Teoria do Espelho Quebrado" apresentada no filme: A Quebra de Sincronia: Até o momento em que os dois planetas se "olharam" (quando foram descobertos), eles eram idênticos. No segundo em que as populações tomaram consciência uma da outra, a sincronia se quebrou e as realidades se dividiram.

O Destino de John: O fato de a Rhonda da Terra 2 aparecer bem-vestida e bem-sucedida sugere que, no outro planeta, o acidente de carro nunca aconteceu. Aquela Rhonda nunca foi para a prisão e seguiu sua carreira acadêmica.Redenção Mútua: Isso confirma que o sacrifício de Rhonda funcionou. Ao enviar John para o outro lado, ele provavelmente encontrou uma versão de si mesmo que não perdeu a família, ou encontrou sua esposa e filho vivos.O encontro final simboliza o confronto visual de Rhonda com o seu potencial perdido, mas também traz o conforto de saber que, em algum lugar do universo, a tragédia foi evitada.

domingo, 16 de agosto de 2026

LIVRO: A vida futura

 



O romance A Vida Futura (2022), escrito por Sérgio Rodrigues, é uma sátira literária em que os espíritos de Machado de Assis e José de Alencar retornam ao Rio de Janeiro em 2020. Eles abandonam o "Olimpo dos Escritores" após descobrirem que suas obras clássicas seriam reescritas e simplificadas para se tornarem mais acessíveis ao público jovem. Ao desembarcarem no século XXI, a dupla depara-se com uma realidade caótica marcada por milícias, internet, linguagem neutra e debates identitários contemporâneos.


Personagens Principais:

Machado de Assis (Narrador-Protagonista): É o condutor da história em primeira pessoa. Mantém seu estilo irônico e cético, mas mostra-se profundamente confuso e, às vezes, fascinado pelas transformações linguísticas e sociais do Rio moderno.

José de Alencar: Companheiro de jornada de Machado. Ao contrário do amigo contido, Alencar é o romântico expansivo, teatral e dramático. Ele lidera a revolta contra a alteração de seus textos originais.

Professora Stella McGuffin Vieira: A principal antagonista ideológica da trama. Ela é uma acadêmica ativista que coordena o projeto de modernização e simplificação dos clássicos da literatura.

Mariana (ou "Mar"): Uma jovem estudante universitária negra, monitora do projeto de Stella. Ela usa trancinhas coloridas, adota uma identidade não binária e se torna a guia involuntária dos dois espíritos pela teia da modernidade.

Helena: Irmã de Mariana. Moradora da Rocinha, ela representa o oposto da irmã acadêmica e está envolvida com a realidade periférica e perigosa da cidade.

Nelson Rodrigues: Aparece no plano espiritual (chamado apenas de "o Dramaturgo"). Ele atua como um conselheiro inicial de Machado, alertando-o sobre os perigos temporais de voltar à Terra.


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O livro é incrível. O autor consegue simular muito bem a escrita original de Machado de Assis (já que ele é o narrador da história) e vale muito à pena pelo enredo original. Machado e José de Alencar em espírito em uma aventura no Rio de Janeiro do século 21? O que pode sair daí? Tudo!


sábado, 15 de agosto de 2026

A Maravilhosa Sra. Maisel

 



A Maravilhosa Sra. Maisel (The Marvelous Mrs. Maisel) é uma aclamada série de comédia dramática de época criada por Amy Sherman-Palladino. Disponível no Prime Video.

Sinopse e Enredo

A história se passa no final dos anos 1950 e início dos anos 1960 em Nova York. A trama acompanha Miriam "Midge" Maisel, uma dona de casa judia de classe alta do Upper West Side que tem a vida perfeita: um ótimo marido, dois filhos e um belo apartamento. Tudo muda drasticamente quando seu marido a deixa. Por acaso, Midge descobre um talento natural e avassalador para o stand-up comedy. A partir daí, ela decide desafiar as normas sociais da época e lutar por uma carreira nos palcos, guiada por sua empresária ranzinza, mas leal, Susie Meyerson.

Sucesso Crítico e Prêmios

A série é amplamente considerada um dos maiores sucessos originais da Amazon, destacando-se por seus diálogos rápidos, figurinos impecáveis e trilha sonora vibrante. Ao longo de suas cinco temporadas, a produção acumulou mais de 20 prêmios Emmy, incluindo as categorias de Melhor Série de Comédia, Melhor Atriz (Rachel Brosnahan) e Melhor Atriz Coadjuvante (Alex Borstein).

Elenco Principal

Rachel Brosnahan como Miriam "Midge" Maisel

Alex Borstein como Susie Myerson

Michael Zegen como Joel MaiselTony 

Shalhoub como Abe Weissman (pai de Midge)

Marin Hinkle como Rose Weissman (mãe de Midge)







Sinfonia de Guerra (2025)

 



Em "Sinfonia de Guerra" (The Choral), ambientado em 1916 durante a Primeira Guerra Mundial, um coral de uma cidadezinha inglesa perde seus homens convocados para o front. Sob a liderança do rigoroso maestro Dr. Henry Guthrie (Ralph Fiennes), o grupo recruta jovens e garotos para ensaiar uma ambiciosa peça, descobrindo na música união e força em meio ao caos.

A Força da Música Jovens e moradores encontram no canto coletivo um refúgio emocional. O enredo equilibra o drama histórico com as vivências e os medos da juventude diante do recrutamento iminente. A comunidade aprende que a união por meio da arte é uma resposta resiliente à tragédia da guerra.

Ótimo filme. Minha nota: 8\10




quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Piadas Nerds # 01

Essa só quem vai entender o contexto é quem já assistiu o último filme do Homem-Aranha... 




quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Até Onde Possamos Andar (2001)

 


"Até Onde Possamos Andar" (2001), original em alemão So weit die Füße tragen, acompanha o soldado alemão Clemens Forell. Após a Segunda Guerra Mundial, ele é preso pelos soviéticos e  condenado a trabalhos forçados em uma mina na Sibéria. Movido pela saudade da família, Forell foge do campo e inicia uma jornada de 14 mil quilômetros a pé rumo à Alemanha. Forell sofre com o frio intenso, a fome e os maus-tratos no Gulag. Com ajuda de um médico prisioneiro, ele consegue fugir e inicia a longa caminhada. Um oficial soviético descobre a fuga e passa a caçá-lo sem descanso. Forell atravessa paisagens geladas e desertos implacáveis da Rússia. No percurso, ele sobrevive graças à solidariedade de nativos, caçadores e povos locais. Ele evita postos militares, escapa de lobos e resiste a ferimentos e doenças graves. Após anos de luta pela sobrevivência, ele alcança a liberdade ao cruzar a fronteira para o Irã. Forell finalmente consegue retornar para casa e reencontrar sua família

O filme é promovido como baseado em uma história real, mas investigações históricas revelaram que a trama é uma farsa. A obra adapta o livro homônimo de 1955 escrito por Josef Martin Bauer. O autor baseou a narrativa nos relatos de um ex-soldado alemão chamado Cornelius Rost, que usou o pseudônimo de "Clemens Forell" na ficção. Rost alegava ter realizado essa fuga épica de um campo de prisioneiros soviético na Sibéria. Historiadores e jornalistas investigaram os registros oficiais e descobriram que a jornada nunca aconteceu devido a várias inconsistências. Apropriação de relatos: Pesquisadores apontam que Rost provavelmente ouviu histórias reais de outros prisioneiros de guerra alemães e as unificou, criando uma narrativa própria exagerada para vender o livro.

Diretor: Hardy Martins

Clemens Forell: Bernhard Bettermann

O filme é bom, minha nota: 7\10

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Nelson Gonçalves

 


Sim, ele foi o maior cantor do Brasil





 

O Drama (2026)

 



O Drama (The Drama, 2026) é uma comédia de humor ácido e drama psicológico dirigida por Kristoffer Borgli que subverte as expectativas de um romance tradicional ao expor as fragilidades e os segredos sombrios de um casal às vésperas do casamento.

A história acompanha Charlie e Emma, um casal aparentemente perfeito e apaixonado que vive os preparativos finais para a cerimônia de casamento. Durante um jantar descontraído com amigos para provar comidas e bebidas do menu, o grupo entra em uma dinâmica de brincadeira revelando qual foi a pior coisa que cada um já fez na vida. O clima leve desaba quando Emma faz uma confissão chocante e imprevisível sobre o seu passado na adolescência, virando a dinâmica de cabeça para baixo e enchendo os dias pré-casamento de pânico, julgamentos e um desconforto profundo.

O filme estreou no PRIME VIDEO


Com Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim e Mamoudou Athie.

Gostei muito do filme. Minha nota, 8\10

sábado, 8 de agosto de 2026

Corrida dos Bichos

 



Corrida dos Bichos é um filme brasileiro de ficção científica e ação lançado em 7 de agosto de 2026 no Prime Video. Dirigido por Fernando Meirelles, Rodrigo Pesavento e Ernesto Solis, o longa se passa em um Rio de Janeiro distópico onde o mar secou após uma catástrofe ambiental. 

Rio Distópico: A cidade está em ruínas e a paisagem mudou completamente.  O tradicional jogo do bicho virou uma corrida mortal de parkour controlada por milionários.  Competidores adotam identidades de animais e disputam prêmios em dinheiro. Cada participante precisa oferecer um ente querido como garantia de que vai correr. Mano (Matheus Abreu) é o líder de um grupo rebelde que tenta sabotar essa competição violenta.  Sua irmã, Dalva, é usada como garantia em uma aposta clandestina. Mano é forçado a entrar no torneio que sempre combateu para tentar salvar a vida dela.





Livro: A Inquilina

 




O livro "A Inquilina" (The Tenant) é um thriller psicológico ágil e viciante escrito por Freida McFadden, famosa autora de best-sellers como "A Empregada". A história explora temas como desespero financeiro, segredos corporativos, paranoia doméstica e vingança.

A história acompanha Blake Porter, um homem que parece ter alcançado a vida perfeita em Nova York: uma carreira brilhante como vice-presidente de marketing, uma noiva maravilhosa e um casarão (brownstone) dos sonhos no Upper West Side. No entanto, seu mundo desaba quando ele é subitamente demitido após ser acusado de roubo pela empresa. Sem renda para pagar a caríssima hipoteca e com as dívidas se acumulando, Blake e sua noiva, Krista, tomam uma decisão arriscada: alugar um dos quartos da casa para um desconhecido. Após entrevistarem candidatos peculiares, eles encontram Whitney, uma mulher educada, charmosa e aparentemente a inquilina ideal. O que começa como uma convivência tranquila logo se transforma em um pesadelo. 


O livro não dá nenhuma pista da reviravolta que vai acontecer na metade final da história. Já conhecendo o estilo de Freida, fiquei tentando adivinhar o que iria acontecer e...nada! A autora mais uma vez, surpreende o leitor indo além do óbvio.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Brasinha

 


 


O Brasinha (Hot Stuff, the Little Devil) é um personagem de quadrinhos criado pela Harvey Comics em 1957. No Brasil, o gibi fez enorme sucesso nas décadas de 1960 e 1970, publicado por editoras como O Cruzeiro, Vecchi e RGE.

O Personagem: É um pequeno diabinho vermelho que usa fralda e carrega um tridente. Contradição divertida: Embora seja um diabo, ele é bondoso e tenta fazer maldades, mas sempre acaba ajudando os outros ou fazendo o bem. Suas histórias misturavam inocência e rebeldia infantil, atraindo crianças e adultos. Chegou ao país em 1962 pela Editora O Cruzeiro e vendeu muito bem nos anos 60 e 70. A revista causou uma polêmica leve: Por ser literalmente um diabinho, causava estranhamento em setores mais conservadores ou religiosos da época, mas virou um clássico cult de locadoras e bancas. Fim das publicações: A circulação regular diminuiu nos anos 80, marcando a saudosa lembrança de colecionadores.

Eu era muito fã do Brasinha, tinha várias edições na pré-adolescência, ainda tenho algumas em formato digital. 



quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Titane (2021)

 



Titane (2021), dirigido por Julia Ducournau, é uma obra-prima do terror corporal moderno que discute identidade e amor incondicional. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, o filme choca pelas metáforas visuais extremas, misturando carne, metal e fluidos automotivos.

O trauma inicial: Na infância, Alexia sofre um grave acidente de carro causado pelo pai e recebe um implante de uma placa de titânio no crânio. A partir disso, ela desenvolve uma forte e bizarra fixação por automóveis. 

A vida adulta: Alexia trabalha como dançarina erótica em eventos de carros. Paralelamente, ela age de forma psicopática e comete uma série de assassinatos brutais utilizando uma agulha de metal de cabelo.

A gravidez fantástica: Após uma bizarra relação sexual com um carro, Alexia engravida do veículo. Seu corpo começa a se transformar de forma dolorosa, vazando óleo de motor em vez de fluidos biológicos.

A fuga e nova identidade: Procurada pela polícia, ela raspa a cabeça, quebra o próprio nariz e amarra a barriga para esconder a gravidez. Ela assume a identidade de Adrien, um jovem desaparecido há dez anos.

O encontro com Vincent: O pai de Adrien, um capitão dos bombeiros obcecado por testosterona e envelhecimento, aceita Alexia como seu filho sem hesitar. Uma estranha, mas profunda, relação de afeto nasce entre os dois corpos disfuncionais.

Análise Crítica e Temas Principais. Body Horror e a Fusão Humano-MáquinaO filme bebe diretamente da fonte do body horror de David Cronenberg (especialmente do clássico Crash de 1996). Ducournau descontrói as barreiras de gênero e biologia: a carne sangra, mas também expele óleo preto e ferro. A gestação de um híbrido humano-metal funciona como metáfora da total rejeição de Alexia pelo lado humano normativo da sociedade.

Transgressores de Gênero e Identidades Fluídas. Ao adotar a persona de Adrien, Alexia adentra um universo hipermasculino de bombeiros. Contudo, a diretora desconstrói essa masculinidade frágil. Vincent injeta esteroides para manter a ilusão de força, enquanto Alexia esconde sua gestação sob uniformes pesados. Ambos performam papéis de gênero que não condizem com suas realidades físicas.

O Amor Escolhido e a Nova Família. Apesar da violência gráfica extrema da primeira metade, o coração do longa é um melodrama sobre solidão e acolhimento. Vincent sabe, no fundo, que Adrien não é seu filho biológico, mas escolhe aceitá-lo incondicionalmente. Duas pessoas profundamente machucadas e solitárias criam uma conexão autêntica de amor e proteção onde o julgamento estético e biológico deixa de existir



Filme de terror fora do padrão. Temas recorrentes hoje na sociedade estão no filme de forma simbólica. Ou seja, é um filme politizado e progressista, por isso, certamente, ganhou a Palma de Ouro. Apesar desse direcionamento político claro, é um filme bom. Minha nota 8 de 10.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Uma coisa é uma coisa...

 

Os índices positivos da economia estão sendo sustentados via gastos públicos bilionários. Enquanto isso, a economia real passa mal...




segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Alpha

 



O filme francês Alpha (2025), dirigido pela aclamada cineasta Julia Ducournau (vencedora da Palma de Ouro por Titane), é um drama de horror corporal e amadurecimento (coming-of-age) ambientado na cidade portuária de Le Havre durante a década de 1980. A obra funciona como uma forte alegoria à epidemia de AIDS/HIV e ao preconceito social daquela época. (o filme está no MUBI)

O Enredo Principal.

Alpha (Mélissa Boros) é uma adolescente de 13 anos de origem franco-marroquina que sofre bullying na escola e vive em um apartamento apertado com a família.  Ela mora com a mãe solteira (Golshifteh Farahani), uma médica dedicada, e seu tio Amin (Tahar Rahim), um homem dependente de heroína que vive trancafiado no local. O Elemento Fantástico: A sociedade do filme enfrenta uma misteriosa e letal epidemia sanguínea que transforma lentamente os infectados em mármore (uma estátua de pedra). A mãe de Alpha trabalha diretamente na linha de frente cuidando desses pacientes. A trama atinge seu estopim quando Alpha vai a uma festa e faz uma tatuagem caseira com uma agulha compartilhada. Quando o local infecciona, o pânico toma conta da família e da escola. Rapidamente, boatos se espalham de que ela contraiu a doença da petrificação. A partir daí, a jovem passa a enfrentar o isolamento, o julgamento moral e a paranoia médica de sua própria mãe, enquanto lida com as transformações e o horror de seu próprio corpo.

O final, puramente simbólico, nos causa estranheza e ao mesmo tempo reflexões. Minha nota: 8 de 10.


Os atores principais do elenco do filme francês Alpha (2025) são:

Mélissa Boros como Alpha (a protagonista de 13 anos).

Tahar Rahim como Amin (o tio de Alpha).

Golshifteh Farahani como Maman (a mãe de Alpha, que trabalha como médica).

Emma Mackey como a enfermeira (Infirmière).

Finnegan Oldfield como o professor de inglês (Professeur d'anglais).Louai El Amrousy como Adrien.


Julia Ducournau é uma das vozes mais provocativas e prestigiadas do cinema contemporâneo mundial, amplamente reconhecida por redefinir o gênero do horror corporal (body horror) moderno. Nascida em Paris em 1983, a cineasta e roteirista francesa formou-se na renomada escola de cinema La Fémis. Suas produções equilibram o grotesco e o bizarro com profundas e poéticas alegorias sobre a condição humana, o isolamento e os laços afetivos. 

Estilo e Marcas

Metamorfoses Reais: Seus filmes focam nas transformações radicais da carne. Seja através do canibalismo, da fusão com o metal ou da petrificação em pedra, ela usa o físico para espelhar crises psicológicas.Parceria Visual: Ela trabalha constantemente com o mesmo diretor de fotografia, Ruben Impens, construindo uma estética marcante e estilizada para suas narrativas viscerais. Provocação Emocional: Ducournau busca chocar pelo inesperado, mas sempre amarra os seus momentos aterrorizantes a temas profundos de ternura, vulnerabilidade e aceitação social.


Principais Filmes da Carreira

Raw / Grave (2016): Seu longa de estreia acompanha uma jovem vegetariana em uma faculdade de veterinária que, após um trote, desenvolve um desejo incontrolável por carne humana. O filme chocou festivais e recebeu o prestigiado prêmio FIPRESCI em Cannes.

Titane (2021): Obra visceral que fez história ao consagrá-la como a segunda mulher na história (e a primeira de forma solo) a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes. A trama aborda uma mulher com uma placa de titânio na cabeça e sua relação obsessiva com automóveis.

Alpha (2025): Seu projeto mais ambicioso até o momento. Ela utiliza a transformação dos infectados em mármore como uma forte metáfora histórica sobre a discriminação e o pânico moral de uma epidemia

domingo, 2 de agosto de 2026

Em Defesa de Jacob

 


Em Defesa de Jacob (Defending Jacob) é um drama policial focado no teste definitivo dos laços familiares diante de uma acusação terrível. A minissérie possui 8 episódios. Eu gostei da minissérie, ela consegue manter a atenção até um final dúbio. MINHA NOTA: 7 de 10. (Apple TV)

Um violento assassinato de um jovem choca uma comunidade pacífica em Massachusetts.

Jacob, um garoto de 14 anos, torna-se o principal suspeito do crime.

O pai de Jacob é o promotor de justiça da cidade e precisa escolher entre seu dever profissional e o amor pelo filho.


Dilema Ético: A investigação força os pais a questionarem o quanto realmente conhecem o próprio filho.

Impacto Psicológico: A série explora o isolamento social e a destruição da reputação de uma família antes mesmo do julgamento.

Mistério Constante: A narrativa constrói uma dúvida constante no espectador sobre a inocência ou culpa do jovem.




Elenco Principal

Chris Evans: Interpreta Andy Barber, o pai e promotor de justiça.

Michelle Dockery: Interpreta Laurie Barber, a mãe de Jacob.

Jaeden Martell: Interpreta Jacob Barber, o jovem acusado do crime.

Cherry Jones: Interpreta Joanna Klein, a advogada de defesa.

Pablo Schreiber: Interpreta Neal Loguidice, o promotor concorrente.

J.K. Simmons: Interpreta Billy Barber, o pai de Andy

sábado, 1 de agosto de 2026

Deixe-o Partir

 



Deixe-o Partir (Let Him Go) conta a história de George e Margaret, um casal de idosos que viaja para resgatar seu neto das mãos de uma família violenta após a morte do filho. Estrelado por Kevin Costner e Diane Lane, o filme mistura drama de luto e suspense no estilo de faroeste moderno.

Sinopese. George, um xerife aposentado, e sua esposa Margaret perdem o filho James em um acidente. Lorna, a viúva e mãe do pequeno Jimmy, decide se casar com Donnie Weboy. Donnie se revela um homem abusivo e violento, levando Lorna e o menino embora de forma repentina para uma região isolada em Dakota do Norte.

Gostei do filme. Minha nota: 6 de 10. O filme está na Netflix. 




Sei lá...Achei sexy!

 


E como vai o STF?